Carpediem
segunda-feira , 3 de julho de 2017
UM NOVO OLHAR PARA O VIETNÃ

 

Por: Adriano Gannam (Insta @adriano.gannam)

Visitei o Vietnã em maio de 2017, com um grupo de fotógrafos. Saímos de Guarulhos e viajamos 12 horas até Istambul, de onde voamos por mais 10 horas até chegar ao país. A diferença de fuso horário, nesta época do ano, era de 10 horas a mais, ou seja, jet lag na certa. E prepare-se, porque o calor e umidade elevados imperam em todo o país, tanto durante o dia, quanto à noite.

A moeda local é o Dong, e pela primeira vez na vida, ao fazer a conversão dólar - dong, me senti um milionário (500 dólares são cerca de 11.000.000 de Dong).

Magia, arquitetura e muitas cores. Muita gente, ao saber que eu iria para o Vietnã, me perguntou: “O que você vai fazer lá? E a guerra?”, esqueça o que você sabe a respeito do Vietnã: um lugar  povoado por imagens da guerra, vietcongues, ameaça comunista. O Vietnã hoje é um exemplo para o mundo. Em sua curta e recente história sem guerras, ele se ergueu como uma nação vibrante, alegre e cheia de atrativos. Recentemente se abriu para o turismo e tem recebido cerca de quatro milhões de turistas todo ano.

A natureza presenteou o povo vietnamita com uma terra fértil ao longo dos esplêndidos rios e lagos. A beleza das florestas é um colírio aos olhos de moradores e visitantes acostumados com a agitação das motocicletas nos centros urbanos, como Hanoi, que apesar do trânsito confuso e dos vendedores cantando ofertas pelas ruas, transmitem uma simpatia quase cômica, oferecendo aos visitantes um passeio interessante e, com certeza, boas compras nas inúmeras feiras tradicionais.

O trânsito em Hanoi é caótico. Com transporte público defasado e salário médio de menos de 200 dólares por mês, carros são considerados artigos de luxo e a população se move sobre duas rodas. São milhares de motos, lambretas, scooters, andando em todas as direções e sentidos, que transportam desde famílias inteiras, incluindo crianças e bebês, a mudanças inteiras: móveis, fogões e até geladeiras.  Faixas de pedestre existem, mas são apenas figurativas e praticamente não há sinais de trânsito. Atravessar a rua no meio do transito caótico de Hanoi é uma experiência que turista nenhum pode deixar de vivenciar. Os próprios guias recomendam:  “para atravessar, olhe para frente e siga. Não pare.  As motos desviarão de você. Confesso de início me senti um pouco apreensivo, cheguei a parar automaticamente algumas vezes, quando já no trajeto olhava para o lado e via dezenas de motos ao mesmo tempo vindo em minha direção, de todos os lados. Isso não é recomendável, porque os motoristas acabam parando também, ao invés de desviar e o trânsito todo vai engarrafando, efeito dominó. 

A religião predominante é o budismo (cerca de 95% da população). Há muitos templos para serem visitados, todos incrivelmente belos e conservados.

O Vietnã é recheado de maravilhas ecológicas. Certamente, um dos lugares mais ricos em cultura e beleza dentre todos que já conheci. Ao norte há a parte mais atrativa, devido à mistura de belezas naturais, como a icônica baía de Halong Bay e os campos de arroz, próximos a Sapa.

Halong Bay é uma baía considerada uma das sete maravilhas do mundo natural e patrimônio da humanidade pela Unesco. Permanecemos lá por dois dias, num cruzeiro que percorreu os principais pontos. Conhecemos a caverna Thien Cung Cave, parada obrigatória para quem vai à região. Trata-se de uma caverna com formações rochosas fantásticas, estalactites, estalagmites e lagos transparentes, utilizada durante a guerra como esconderijo para os soldados vietcongues. Reza a lenda que uma jovem garota chamada Mây chamou a atenção de um príncipe dragão, que se apaixonou por ela. Os dois ficaram noivos e o casamento durou sete dias e sete noites dentro da caverna.

O que me frustrou na minha estadia em Halong Bay foi a quantidade de lixo despejado na água. Pelo visto, a consciência ambiental deles não é muito diferente da nossa…

Nos arredores de Sapa fica Lao Chai, uma região produtora de arroz, onde vivem pequenos grupos étnicos, como os dzay e hmong. Os campos são belíssimos e os nativos, muito hospitaleiros. Mas prepare-se para ser abordado exaustivamente pelas crianças vendedoras de bolsas feitas a mão. Elas sabem bem inglês e se você compra de uma, as demais te cercam, dizendo: ”comprou dela, compre de mim, também”. E vão te perseguindo durante todo o trajeto a pé. Mas caso se interesse por alguma coisa, pechinche! Consegui comprar lembrancinhas com preço inicial de 200.000 por 50.000 dong! No vilarejo de Sapa há uma vida noturna tipicamente interiorana e um comércio fervoroso, onde se compra um casaco da North Face, originalmente feitos no Vietnã, pela bagatela de 40 dólares! Na região, poucos nativos falam ou entendem inglês, um problema ainda comum em todo o país, mas no final das contas a comunicação acaba fluindo. O que me achou a atenção não só em Sapa como em todo o Vietnã foi a quantidade de karaokês e casas de massagem existentes nas cidades.

As antigas lan houses de videogame também são bastante comuns. As massagistas não tem a mínima noção de anatomia e em todos os lugares que fiz, pareciam bem arbitrárias no tipo de movimento que estavam fazendo. E atenção: muitas casas de massagem são prostíbulos. Até massagistas de hotéis luxuosos que ficamos se insinuaram para um “grand finale”.

Comer no Vietna é muito barato. Come-se bem por menos de 10 dólares, em restaurantes de qualidade certificada. A culinária vietnamita é excepcional. Mas muito cuidado, porque do nosso grupo de 16 pessoas, pelo menos 12 tiveram diarreia do viajante (eu fui poupado). Água, somente de garrafa e refrigerante, sem gelo.

Comidas exóticas também fazem parte do cardápio, para quem gosta de se aventurar, como eu: insetos, como baratas, cigarras e besouros, bem como carnes, de cavalo, rato e cachorro (esta, me neguei a experimentar), são relativamente fáceis de serem encontradas. Outra coisa que experimentei foi o Pidan, o ovo centenário, considerado uma iguaria no oriente. Fica armazenado durante meses numa mistura de sal, amido e cascas de arroz por 100 dias. Tem uma aparência estranha: a clara fica com uma textura de gelatina e com uma cor dourada escura, estranhamente bonita, quase sem sabor algum. A gema tem uma cor escura, verde acinzentado, e com uma textura macia, cremosa, com cheiro forte e sabor intenso, de enxofre.

 
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